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Quando vale a pena investir em CDB? Saiba como ele pode se encaixar na sua estratégia
Não é sobre perfil, é sobre função na carteira. Descubra como o CDB pode trabalhar a favor da sua estratégia
Ainda hoje, tem gente que associa o CDB a uma aplicação básica, como se fosse exclusiva de perfis mais conservadores. O fato é que ele é um dos investimentos mais versáteis do mercado, pois pode cumprir funções muito diferentes dentro de uma estratégia.
Seja para começar a guardar dinheiro, construir patrimônio ou diversificar a carteira, o CDB consegue acompanhar diversas fases da vida financeira. Mesmo investidores mais arrojados costumam manter uma parcela do patrimônio em CDBs para determinados objetivos.
Por isso, talvez a melhor pergunta não seja quando vale a pena investir em CDB, e sim onde ele pode entrar no seu planejamento, como veremos a seguir.
Para garantir a liquidez da carteira
Para dar conta de imprevistos ou aproveitar oportunidades, é importante ter dinheiro na mão no momento certo. Depender de ativos mais voláteis ou com vencimentos longos pode significar vender em um momento inadequado ou interromper uma estratégia que estava bem construída.
É justamente aqui que o CDB costuma cumprir um papel importante. Em versões com liquidez diária, ele mantém uma parte do patrimônio acessível e organizada, normalmente com rentabilidade atrelada ao CDI. Neste caso, não é o maior retorno possível que importa, mas a tranquilidade de poder acessar uma reserva de emergência quando for preciso.
Quando há metas com data marcada
Depois de garantir a liquidez, já se pode pensar em planejar objetivos com prazos definidos.
Pode ser uma viagem, a troca do carro, a entrada de um imóvel ou qualquer plano com horizonte relativamente claro, seja no médio ou no longo prazo. Em situações como essas, a previsibilidade passa a ser o foco da estratégia.
CDBs com vencimento determinado costumam oferecer taxas mais atrativas do que aplicações com resgate imediato, justamente porque o recurso pode permanecer investido até a data combinada. Aqui, o investimento deixa de funcionar apenas como reserva e passa a ser ferramenta de planejamento, ajudando a alinhar prazo e retorno de forma simples e objetiva.
Para proteger a carteira contra a inflação
Pensar na proteção da carteira contra a inflação se torna ainda mais relevante quando o horizonte é mais longo. Com o passar dos anos, a alta de preços corrói o poder de compra de forma silenciosa, e essa é uma variável que impacta qualquer planejamento financeiro.
Em tempos de cenário econômico mais instável, quando juros e expectativas mudam com mais frequência, essa preocupação tende a ficar ainda mais evidente. Nesse caso, destinar parte do patrimônio a investimentos indexados à inflação é uma maneira de buscar essa proteção dentro da renda fixa.
Nos CDBs atrelados ao IPCA, a rentabilidade combina uma taxa fixa com a variação da inflação anual. Isso significa que, mantido até o vencimento, o investidor sabe que terá um ganho real acima da alta de preços.
Para buscar valorização com a queda dos juros
Tanto o CDB prefixado quanto o atrelado ao IPCA podem ir além da função de previsibilidade ou proteção. Em determinados momentos do ciclo econômico, eles também podem entrar como uma estratégia mais ativa dentro da carteira.
Quando as taxas estão mais altas, o investidor consegue travar condições mais atrativas, seja por meio de uma taxa fixa no prefixado ou do ganho real acima da inflação no IPCA. Se, ao longo do tempo, os juros começarem a cair, novos títulos tendem a pagar menos, e isso acaba valorizando os que foram contratados anteriormente com taxas mais altas.
Na prática, esses papéis podem se beneficiar da marcação a mercado. Isso porque quem decide vender antes do vencimento pode capturar essa diferença de remuneração e potencializar o retorno.
Mas é preciso levar em conta que há oscilações no caminho, especialmente nos prazos mais longos. Por isso, essa costuma ser uma estratégia mais adequada para investidores que toleram variações e buscam usar a renda fixa também de forma tática.